Inovação como estratégia para competitividade

14/05/2016 17:05

NVO - Inovação como estratégia para competitividade

Para aumentar a competividade das empresas brasileiras, precisamos ter uma estratégia clara para alavancar a inovação. Os dez países mais competitivos do mundo são, na ordem: Suíça, Cingapura, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Japão, Hong Kong, Finlândia, Suécia e Reino Unido. Ao compararmos onde eles estão na lista no ranking da inovação, iremos perceber apenas pequenas alterações na ordem das posições.

Já o Brasil ficou no 75º lugar na edição 2015 do ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Caiu 18 posições em relação a 2014. É a maior queda de todos os 140 analisados e o pior resultado da história do País, que chegou a ficar em 48º em 2012 e vem caindo desde aquele ano. Com o enorme déficit fiscal e as pressões inflacionárias em alta, a performance macroeconômica fraca do Brasil piora a situação.

O Fórum Econômico Mundial define competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O relatório analisa 118 variáveis em 12 pilares, nos quais o Brasil sofreu queda em nove. As mais acentuadas foram em quesitos básicos (instituições, ambiente econômico, saúde e educação primária) e em sofisticação e inovação do ambiente empresarial.

O passado econômico recente do Brasil foi marcado por fraco crescimento e baixas expectativas. Os responsáveis são claros: o insignificante crescimento da produtividade e os níveis deficientes de inovação que afetam a capacidade brasileira de prosperar. A solução? Investir em inovação. Construir novos ecossistemas industriais é um caminho. O setor público tem uma clara função nisso, mas a comunidade empresarial também pode contribuir significativamente para garantir o seu sucesso. Acredito que as empresas também precisam olhar para fora de seus perímetros para construir novas parcerias que levem à criação de produtos, serviços e modelos de negócios inovadores.

Nesse processo, micro e pequenas empresas (MPEs) têm papel fundamental. Basta observar a revolução que têm provocado as startups. A inovação pode transformar a competitividade entre empresas em um movimento extremamente inteligente e rentável para muitos setores e para o País. Essa mesma inovação desafia um dos dogmas mais comuns da competitividade, pois estimula empresas a perseguir a diferenciação e a liderança de custos ao mesmo tempo.

Foi justamente para ajudar a discutir e a transformar esse cenário que criamos em 2013 a Business Leaders, uma plataforma de comunicação e de estratégia de negócios focada na inovação e na liderança para a geração de negócios. Trata-se de um portal online e uma série de encontros presenciais voltado para a distribuição de conteúdo customizado aos “C-levels” das empresas que atuam no Brasil, responsáveis por estratégias corporativas e que precisam de informações cada vez mais selecionadas e analisadas para tomadas de decisões assertivas. A decisão de investir nessa plataforma é intensa, expressiva e inovadora.

Intensa porque ela ia contra todas as previsões negativas, inovadora pela visão e desejo de melhorar a forma de fazer negócios e expressiva pela demanda que parecia pequena, mas que se mostrou muito maior a cada reunião com clientes insatisfeitos pela tradicional oferta do mercado. É assim que esperamos contribuir para que, em alguns anos, quem sabe, o Brasil esteja relacionado aos top 10. Potencial não nos falta.

Via Empreendedores